sexta-feira, 5 de novembro de 2010

DICAS: LEITURA DE GRÁFICOS, CHARGES...

REDAÇÃO - APRENDA A ESCREVER BONS TEXTOS PARA O VESTIBULAR.


CHARGE

A charge é uma linguagem visual que tem compromisso com uma notícia – em geral, um tema do momento. Para se sair bem em uma questão desse tipo, é importante ter a preocupação de levantar três aspectos: qual a notícia e o contexto do fato retratado na charge, qual foi a estratégia de humor usada pelo cartunista e quais são as características dessa composição. Assim, é importante descrever, interpretar e contextualizar o desenho. Nesse caso, é fundamental que o candidato esteja atualizado para ser capaz de identificar o fato trazido pela charge.

TIRINHA DE HUMOR

Diferente da charge, a tirinha de humor é uma sequencia de quadrinhos sem compromisso com a notícia. Nesse caso, é importante verificar como foi produzida a piada – em geral, localizada no último quadrinho –, e produzir o texto conforme as instruções do enunciado da questão. Em geral, o candidato tem poucas linhas para produzir a redação a partir desse recurso, então o importante é perceber qual é o tema da composição e, caso não haja espaço para a descrição, se focar na interpretação.

INFOGRÁFICOS (MAPAS, TABELAS, GRÁFICOS)

Na primeira fase do vestibular desse ano, foram usados vários gráficos, então pode ser que a tendência se mantenha e haja esse tipo de recurso nas produções de textos também. Nesse caso, a dica principal é, quando há dados numéricos, selecionar os que são mais relevantes e não se limitar a copiá-los, mas sim, processar essas informações para reproduzi-las com outras palavras. Se no gráfico ou na tabela você vê que, em um ano, um determinado índice subiu de 10 para 30, ao invés de simplesmente escrever isso na redação, elabore melhor a frase e coloque que “em um ano, o índice triplicou”.

Isso mostra que além de fazer uma leitura correta das informações, o candidato foi capaz de refletir e tirar suas próprias conclusões. Além disso, não se esqueça de citar a fonte desses dados e o meio em que eles foram publicados. Também é importante ficar de olho no enunciado da questão. Nos vestibulares anteriores, já foi pedido que, a partir dos recursos gráficos, o candidato fizesse uma dissertação, um resumo ou criasse um texto publicitário.


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Leitura de Gráfico, tabela e mapas. Veja.com




CARTA

A UFPR já pediu vários tipos de cartas em vestibulares anteriores. Desde cartas curtas e com linguagem um pouco mais informal, como as produzidas para seção de leitores de jornais e revistas, até textos mais longos, direcionados a autoridades e com exigência de recursos mais formais, há várias possibilidades. Nesse caso, é importante ler com atenção o enunciado e fazer o que é proposto.

Normalmente, esse tipo de recurso exige que o remetente, ao iniciar a carta, relacione o nome da cidade, a data e um vocativo. No caso do vestibular, esses dois primeiros itens são dispensáveis – a menos que sejam exigidos no enunciado –, e o candidato já pode começar a redação com o vocativo, na primeira linha, separado do resto do texto apenas por uma vírgula.

Em todos os casos, é importante que o candidato não se atenha à forma e fique atento ao conteúdo. “O que caracteriza uma carta não é necessariamente o nome da cidade, a data ou o vocativo, mas seu desenvolvimento com constante referência a esse interlocutor que receberá essa comunicação”, explica o professor de Português e Redação do curso Positivo, Wellington Wella.

RESUMO

Antes de escrever, o melhor é fazer uma primeira leitura do texto-base e tentar separar as ideias dos exemplos. Na hora de produzir o resumo, o candidato deve preservar somente o que é essencial do texto original, que são justamente essas ideias expostas pelo autor. Nesse caso, é importante que o vestibular tenha dois cuidados. O primeiro é não emitir opinião, o que é motivo para “zerar” a questão. O outro é não copiar excessivamente o que é trazido pelo texto principal, descaracterizando o resumo.

PRODUÇÃO A PARTIR DE TEXTOS LITERÁRIOS

Nesse caso, há duas possibilidades: produção de um texto a partir de uma poesia ou a partir de um texto (fragmento ou integral) de um escritor. Nos dois casos, é importante ler com atenção para descobrir qual é o tema dessas construções e procurar sair das metáforas, captando o sentido literal do que é comentado pelo autor.

TRANSPOSIÇÃO DE DISCURSO

O nome desse recurso pode parecer assustador, mas sua execução é bastante simples. Em geral, a questão traz uma entrevista em estilo pingue-pongue e propõe que o candidato transponha esse texto de um discurso direto para um discurso indireto. Nesse caso, é importante não copiar frases do entrevistado integralmente – mesmo usando aspas –, e se preocupar em relatar com a sua própria voz o que foi dito no texto.

Mas, lembre-se: nada de acrescentar ideias novas ou opiniões. Mantenha o foco em extrair as principais ideias expostas, não se esquecer de citar o nome do entrevistado e do entrevistador e usar composições como “ele disse”, “ele comentou” e “ele explicou”, para caracterizar um discurso indireto.

CONTINUAÇÃO

Nesse caso, a prova traz o início de um texto e propõe que o candidato escreva uma continuação pertinente a esse começo. Para isso, é importante que o vestibulando observe a progressão desse texto, o estilo utilizado (qual o gênero, o tema, a linguagem, se é formado por frases curtas, se a história é contada em primeira, segunda ou terceira pessoa), e qual o “gancho” que ele deve aproveitar para desenvolver a redação, tendo a preocupação de não repetir as ideias apresentadas anteriormente, mas também, de não fugir do tema.

Fontes: Bertila Pizatto, professora de Produção de Texto dos cursos Acesso e Positivo. Doralice Araújo, professora de Redação e responsável pelo blog Na Mira do Leitor, no site da Gazeta do Povo. Wellington Wella, professor de Português e Redação do curso Positivo.


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